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O escudo de Luís Castro no Grêmio tem nome e sobrenome

Luís Castro continua no comando mesmo após a eliminação na Copa Sul-Americana, a presença…

Por Cristiano Santos · 4 min de leitura
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Grêmio pode mudar ataque
Foto: Angelo Pieretti/Grêmio
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Luís Castro continua no comando mesmo após a eliminação na Copa Sul-Americana, a presença do Grêmio na zona de rebaixamento e os pedidos de demissão vindos das arquibancadas. A direção banca o treinador, mas uma informação divulgada pelo jornalista Alex Bagé aponta que a permanência pode envolver muito mais do que simples convicção no trabalho.

Em seu canal no YouTube, Bagé afirmou que o português exigiu garantias bancárias para assinar um contrato de duas temporadas com o clube. Segundo o jornalista, quem teria oferecido essa segurança seria Celso Rigo, empresário conhecido pelos aportes financeiros e pela proximidade com os bastidores gremistas.

Odorico e Paulo Pelaipe conversando no treino do Grêmio
FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Celso Rigo seria o responsável por proteger o contrato?

De acordo com Alex Bagé, foi Celso Rigo quem concedeu as garantias financeiras exigidas por Luís Castro. O jornalista tratou a revelação como informação apurada e afirmou que o treinador não pretende pedir demissão porque possui um vínculo protegido até o fim de 2027.

“Ele não vai se demitir. Porque quem contratou… vocês sabiam que, quando esses caras vêm de fora, eles exigem garantias bancárias para contrato de dois anos? O Castro exigiu”, declarou Bagé. Na sequência, ele pediu que o público tentasse descobrir quem teria dado as garantias e indicou Celso Rigo como o personagem por trás do acordo.

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A participação de Rigo ainda não foi confirmada publicamente pelo Grêmio, pelo treinador ou pelo próprio empresário. No entanto, sua relação financeira com o clube é conhecida. Ele já realizou empréstimos e aportes para ajudar no pagamento de compromissos, além de ter defendido a continuidade de Luís Castro em um áudio que vazou recentemente.

Foto Reprodução
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Por que Luís Castro não pediria demissão do Grêmio?

Uma saída por iniciativa própria poderia fazer o treinador abrir mão de valores importantes previstos no contrato. Luís Castro assinou até dezembro de 2027 e chegou acompanhado de seis integrantes de sua comissão técnica. O acordo longo oferece segurança ao profissional, especialmente se houver uma garantia financeira respaldando o cumprimento das obrigações.

Isso não significa necessariamente que Celso Rigo esteja pagando mensalmente os salários da comissão. A garantia serviria, em tese, para assegurar que o contrato seja honrado mesmo diante de dificuldades financeiras do clube. Dessa forma, o treinador teria poucos motivos para abandonar o cargo por conta própria.

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Contrato de Luís Castro com Grêmio
Foto: Lucas Uebel/Grêmio

A direção ainda pode demitir Luís Castro?

Formalmente, o clube pode romper o contrato, mas o custo da decisão seria elevado. O problema estaria na necessidade de negociar os valores restantes do vínculo e resolver as obrigações protegidas pelas garantias mencionadas por Alex Bagé.

O jornalista foi ainda mais direto ao afirmar que Luís Castro só deixaria o cargo caso quem ofereceu as garantias aceitasse bancar a saída. Se essa versão estiver correta, Odorico Roman, Paulo Pelaipe e o departamento de futebol não estariam avaliando apenas o desempenho dentro de campo. Qualquer decisão também precisaria considerar uma operação financeira muito maior.

É justamente aí que cresce a cobrança por transparência. O torcedor precisa saber até que ponto a manutenção do português representa confiança esportiva e quanto dela é resultado de um contrato praticamente impossível de romper. No atual cenário do futebol brasileiro, a direção não pode esconder uma decisão financeira atrás de um discurso genérico sobre continuidade.

Luís Castro segue treinador do Grêmio. Contudo, após a revelação de Alex Bagé, a pergunta deixou de ser apenas por que a direção não o demite. Agora, o torcedor também quer saber quem realmente possui poder para decidir o futuro do comando técnico.

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