Diretoria do Grêmio encontra titulares no mercado
Odorico Roman. Foto: Angelo Pieretti

Grêmio pode abater dívida de R$ 41,7 milhões com negócio inesperado

A saída de Leonel Pérez apenas seis meses depois de sua contratação pode ter um efeito importante nas contas do Grêmio. Emprestado ao Racing por uma temporada, o volante de 22 anos deixou de ser uma das principais opções de Luís Castro, mas poderá ajudar o Tricolor a reduzir uma dívida milionária no futuro.

O acordo prevê uma opção de compra de US$ 3,5 milhões, aproximadamente R$ 17,82 milhões na cotação atual. Caso o Racing decida adquirir Pérez definitivamente, o negócio poderá ser utilizado para abater parte dos valores que o Grêmio ainda precisa pagar aos argentinos pela contratação de Nardoni.

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FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Grêmio ainda deve ao Racing pela compra de Nardoni

A ligação entre as duas negociações começa no início da temporada.

O Grêmio contratou Juan Nardoni junto ao Racing por US$ 8 milhões, cerca de R$ 41,7 milhões na cotação da época. O argentino rapidamente conquistou espaço e atualmente aparece entre os titulares de Luís Castro.

Segundo apuração do ge, o Tricolor já iniciou os pagamentos referentes à aquisição, mas ainda não quitou integralmente o débito com o clube argentino.

É justamente essa pendência que pode tornar a negociação de Leonel Pérez especialmente interessante para os cofres gremistas.

Como Pérez pode ajudar o Grêmio a reduzir a dívida?

Leonel Pérez foi cedido inicialmente por empréstimo. Portanto, o abatimento mais significativo depende de uma decisão futura do Racing.

Ao final do período, os argentinos terão uma opção de compra fixada em US$ 3,5 milhões.

Caso a cláusula seja exercida, o valor poderá ser utilizado para compensar parte do que o Grêmio ainda deve pela contratação de Nardoni.

Isso não significa que os R$ 41,7 milhões serão eliminados. Esse foi o valor total da compra de Nardoni na cotação da época, e uma parte já começou a ser paga pelo Tricolor. O tamanho efetivo do abatimento dependerá do saldo existente e das condições acertadas entre os clubes.

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Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Proposta financeira pesou na saída de Pérez

A possibilidade de reduzir a pendência com o Racing foi um dos motivos que tornaram a operação atraente para a direção. Pérez havia custado US$ 2,83 milhões, cerca de R$ 14,7 milhões na época, pela aquisição de 50% de seus direitos econômicos junto ao Huracán.

Mesmo com contrato até 2029, o argentino não conseguiu se consolidar no futebol brasileiro.

Foram somente 19 partidas pelo Grêmio, sendo 13 como titular. Depois da Copa do Mundo, a situação ficou ainda mais complicada: Pérez iniciou apenas um jogo, diante do Bolívar, pela Copa Sul-Americana.

Grêmio transforma problema esportivo em oportunidade financeira

A perda de espaço abriu caminho para que o negócio fosse aceito. Luís Castro modificou a estrutura do meio-campo, e Pérez caiu na hierarquia. Noriega ganhou espaço como primeiro homem do setor, enquanto Villasanti também permaneceu entre as principais escolhas do treinador.

Diante desse cenário, manter um jogador contratado por valor relevante e com poucas perspectivas de utilização passou a ser menos interessante.

O Racing, por outro lado, precisava buscar uma alternativa após negociar Santiago Sosa com o Vasco por aproximadamente US$ 7 milhões.

Agora, o Grêmio acompanha o desempenho de Pérez na Argentina. Se o volante conseguir se destacar e convencer o Racing a exercer a opção de US$ 3,5 milhões, uma saída que começou por perda de espaço poderá terminar ajudando diretamente o clube a reduzir uma das dívidas deixadas pelas grandes contratações realizadas no início da temporada.

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