A eliminação do Grêmio para o Bolívar, nos playoffs da Copa Sul-Americana, aumentou a pressão sobre Luís Castro. Durante a entrevista coletiva após a derrota por 1 a 0, o treinador português respondeu sobre sua permanência no cargo, comentou os pedidos da torcida pelo retorno de Renato Portaluppi e saiu em defesa do elenco.
Pressionado pelas vaias na Arena, o comandante garantiu que segue focado no trabalho e afirmou que não se incomoda com as comparações envolvendo o maior ídolo da história recente do clube.

O que Luís Castro respondeu sobre sua permanência no Grêmio?
Questionado sobre o que justifica sua continuidade no comando técnico após a eliminação continental, Luís Castro afirmou que sua dedicação diária é o principal motivo para permanecer no cargo.
“O que justifica a minha permanência é eu trabalhar todos os dias de forma digna e honesta.”
O treinador também resumiu o sentimento vivido após a queda na competição.
“É um sentimento de tristeza. E de revolta interior.”
O que Luís Castro disse sobre os pedidos por Renato Gaúcho?
Durante os minutos finais da partida, parte da torcida passou a cantar o nome de Renato, pedindo o retorno do ex-treinador ao comando da equipe. Luís Castro afirma compreender a manifestação dos torcedores e ressaltou que os protestos foram direcionados a ele, não aos jogadores.
“As vaias foram para mim, não para os jogadores. Os jogadores deram tudo deles, e a torcida reconheceu isso durante o jogo.”
Na sequência, o português destacou a importância de Renato para a história do clube e disse que nunca trabalhou preocupado com comparações.
“É normal que os ídolos sejam venerados pela sua torcida. Portanto, é normal que o nome do Renato esteja sempre presente na cabeça de cada um dos torcedores. Agora, eu nunca vivi com fantasmas, nunca vivi com sombras, nunca vivi nada disso.”

Como Luís Castro avaliou a atuação do elenco?
Mesmo com a eliminação, o treinador fez questão de defender os jogadores e afirmou que a equipe apresentou uma postura competitiva durante a partida. Segundo ele, o Grêmio criou oportunidades suficientes para buscar um resultado diferente, mas voltou a esbarrar na falta de eficiência nas conclusões.
“Eu os sinto totalmente envolvidos diariamente no trabalho e dedicados ao jogo. Portanto, quando eu sinto os meus jogadores assim, eu os defendo sempre.”
Na sequência, reforçou a confiança no grupo.
“É impossível eu não defender os meus jogadores. É um grupo intocável.”
Qual é o próximo desafio do Grêmio?
Com a eliminação na Copa Sul-Americana, o Grêmio volta todas as atenções para as competições nacionais.
O próximo compromisso será no domingo (2), diante do Mirassol, fora de casa, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. A partida de volta acontecerá na quarta-feira (5), na Arena.

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