Gabriel Mec vive um momento diferente no Grêmio depois de ter conquistado espaço antes da pausa para a Copa do Mundo. O jovem voltou ao banco de reservas e perdeu terreno nas escolhas de Luís Castro, mas a mudança não está relacionada às movimentações envolvendo seu futuro no clube.
Após a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, o treinador explicou que a situação é consequência principalmente da concorrência no ataque e da nova estrutura tática adotada pelo Tricolor.

Gabriel Mec enfrenta nova concorrência no Grêmio
Antes da Copa do Mundo, Mec chegou a receber oportunidades como titular. Na retomada da temporada, porém, Luís Castro passou a enxergá-lo principalmente como uma alternativa para atuar pelos lados do ataque.
Isso colocou o jovem em disputa direta com Pavón, Jovane Cabral, Amuzu e Enamorado.
Na avaliação do treinador, Mec não apresenta necessariamente um rendimento ruim. O problema é que os concorrentes estão respondendo melhor neste momento e aparecem à frente dentro da formação que ganhou sequência.
Castro resumiu o cenário ao afirmar que “os jogadores precisam lutar pelos lugares”, deixando claro que suas escolhas estão baseadas no desempenho apresentado.

Futuro de Mec não interfere nas escolhas
A perda de espaço acontece justamente enquanto o futuro do meia-atacante gera movimentações nos bastidores.
O Grêmio busca ampliar o contrato do jogador, atualmente válido até o segundo semestre de 2027, enquanto Mec desperta interesse do mercado internacional.
Luís Castro, entretanto, afastou qualquer relação entre as negociações e a redução dos minutos do jovem. A decisão é tratada como esportiva e passa pela concorrência encontrada atualmente no elenco.
Mudança tática também tirou espaço do jovem
Outro fator importante está no meio-campo. Luís Castro passou a utilizar Noriega, Villasanti e Nardoni juntos, abandonando neste momento a presença de um armador tradicional. A formação ganhou sequência e faz parte da tentativa do treinador de encontrar maior equilíbrio.

Nesse desenho, jogadores com características de camisa 10 acabam naturalmente perdendo espaço. Para utilizar Mec, a tendência passa a ser deslocá-lo para um dos corredores ofensivos, justamente onde a concorrência aumentou.
Por isso, recuperar uma vaga não depende somente da situação contratual ou do potencial do jovem. Mec terá que superar concorrentes que atualmente estão à frente e encontrar espaço dentro de um modelo que Luís Castro pretende consolidar.
Contra o Atlético-MG, no próximo domingo (16), a tendência é que o treinador mantenha novamente a estrutura com três jogadores no meio-campo.
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