FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Luís Castro admite falhas, banca mudanças e manda recado no Grêmio: “Não somos ainda uma equipe estável”

Treinador assume dificuldades no começo da temporada, explica decisões no meio-campo e pede paciência com o processo tricolor

O início de 2026 está longe do cenário ideal no Grêmio, e Luís Castro não fugiu da responsabilidade. Após a derrota por 2 a 1 para o Fluminense, na estreia do Brasileirão, o treinador reconheceu publicamente que a equipe ainda sofre tanto para se defender quanto para criar, dois problemas que já vinham da última temporada. Com seis gols sofridos contra adversários da Série A, o comandante deixou claro que o time ainda está em construção e que os ajustes necessários não são simples.

Em entrevista coletiva, Luís Castro foi direto ao falar sobre o momento vivido pelo Tricolor. Sem recorrer a desculpas, o técnico admitiu que o desempenho está aquém do esperado e reforçou a confiança no trabalho em andamento. “Não vou dar desculpas pelo tempo, pela falta de um ou outro jogador. Não é momento para isso. As fragilidades que evidenciamos, e temos feito ao longo da pré-temporada, não estão resolvidas. Não somos ainda uma equipe estável, nem ofensivamente ou defensivamente. É um processo normal, tenho confiança nos jogadores e no que é o trabalho. Não tem sido um começo fácil, mas sabemos para onde queremos ir”, afirmou o treinador.

Luís Castro admite falhas, banca mudanças e manda recado no Grêmio: “Não somos ainda uma equipe estável”
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A escalação contra o Fluminense também virou pauta. A escolha por Dodi e Edenilson no meio-campo, deixando Tiaguinho fora, foi explicada com cautela e planejamento. Segundo o treinador, a intenção foi proteger os mais jovens e dar uma resposta imediata após a derrota no Gre-Nal. “Nós temos que ter muito cuidado ao falar dos mais jovens, são jogadores em construção. Acusam muito a titularidade. Temos que ter cuidado com o que fazemos com eles. (…) A opção foi por eles, para dar mais capacidade. Poderíamos ter que defender um pouco mais atrás. Não foi por Edenilson e Dodi que perdemos o jogo”, completou Luís Castro.

Dentro do vestiário do Grêmio, o discurso é de consciência e trabalho. Um dos líderes do elenco, Marcos Rocha reconheceu o momento delicado e apontou a falta de preparação ideal como um dos fatores que pesam no desempenho. “Não estamos com a bateria cheia para render. Ainda não encontrei minha parte técnica e física. mas é só no trabalho, no dia a dia. (…) Confiamos no trabalho e no que está sendo construindo dentro do Grêmio”, disse o lateral. Sem muito tempo para treinos, o técnico deve rodar o elenco contra o Juventude, com chances de retorno de Miguel Monsalve e a presença de Gabriel Mec e Roger. Cuéllar, por opção técnica, segue fora dos planos neste momento.

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