Dinamarquês abre o jogo sobre lesão, família e futuro em Porto Alegre – o que vem por aí?
Atacante do Grêmio Martin Braithwaite não esconde a ambição. Em entrevista exclusiva à Zero Hora, no restaurante Playa Brasil – investimento seu e da esposa Anne-Laure, prestes a inaugurar no shopping Iguatemi em dezembro –, o centroavante do Grêmio falou sobre sua recuperação de uma lesão no tendão de Aquiles que o tirou dos gramados desde setembro.
Apesar das turbulências da temporada 2025, ele terminou como artilheiro do time. “Estou muito contente com a recuperação, trabalhando muito”, disse. O dinamarquês elogiou o departamento médico do clube e enfatizou o foco diário: “Agora, só estou pensando em ganhar cada dia para melhorar. Não estou pensando muito no futuro, porque tenho que fazer o melhor que posso hoje”. Com contrato até 2027, Braithwaite equilibra a reabilitação com a vida familiar – cinco filhos e uma esposa ocupada. “Não tenho muito tempo, com cinco crianças e uma esposa”, confessou, destacando que o futebol vem em primeiro lugar.
A adaptação ao Brasil foi suave para a família, segundo o jogador. “Como família, a adaptação foi muito fácil. Estamos muito abertos para outra cultura, e os brasileiros são pessoas com muito carinho”. Ele comparou o jeito alegre dos brasileiros ao estresse dinamarquês, valorizando os fins de semana dedicados à família aqui.
Sobre o campo, Braithwaite analisou a reta final de 2025 sem ele: o time melhorou com reforços e uma postura mais ofensiva, graças a jogadores como Arthur. “Depois da lesão, a equipe teve um melhor momento. Com a chegada de muitos jogadores, jogamos melhor”. Ele elogiou Carlos Vinicius, que brilhou em sua ausência: “Desde que chegou, foi o melhor centroavante do Brasil. Os números dele mostram isso”. E sonha com uma dupla de ataque: “Sim, claro. Quando jogamos com dois talentos, meu companheiro está fazendo muitos gols”. Mas alertou: depende do treinador – atualmente, o Grêmio está sem técnico definido.

Braithwaite não poupou palavras sobre as mudanças no clube. Ele lamentou o curto período de Gustavo Quinteros: “Com Gustavo é difícil dizer, porque foi um momento muito curto”. E agradeceu Mano Menezes, cujo trabalho focou na defesa: “Agradeço muito ao Mano pelo seu trabalho aqui, porque foi muito bom”. Agora, com um novo presidente, o foco é no futuro.
“É importante que se organize isso rápido e da melhor forma”. Mesmo em “férias”, a recuperação não para – Natal e Réveillon serão com preparador físico e fisioterapeuta. “Não tenho descanso físico”. O grande objetivo? Títulos. “Já falei que quero ganhar o Brasileirão. E agora acho que faz 30 anos que não ganhamos aqui”. A dança nas comemorações, inspirada no pai jamaicano, promete voltar em breve.

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