R$ 80 milhões! Ex-investidor do Grêmio é investigado por operação com facção criminosa

A Reag Investimentos, fundada em 2012 por João Carlos Falbo Mansur, tornou-se alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um esquema bilionário de fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com os investigadores, apenas no setor de combustíveis o grupo teria movimentado mais de R$ 52 bilhões.

O nome de João Carlos Mansur também aparece no inquérito como presidente do conselho de administração da Revee, embora a empresa não tenha sido formalmente citada na operação. A ligação, no entanto, chamou atenção pelo histórico da companhia, que já havia se envolvido em negócios relacionados à Arena do Grêmio, em Porto Alegre. A participação reacende discussões sobre a presença de fundos de investimento em áreas sensíveis do mercado.

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Torcida gremista. Foto: Lucas Uebel

Durante a construção da Arena, a Reag apareceu ao lado de instituições como Santander e Banco do Brasil como credora da OAS, responsável pela obra. Na época, tentou intervir na gestão do estádio ao propor que a Revee assumisse a administração, mas o Grêmio recusou a ideia. A divergência poderia ter gerado uma disputa judicial de grandes proporções.

Para evitar um embate prolongado, o empresário Marcelo Marques negociou diretamente com a Revee, o Banrisul e a Arena Porto-Alegrense, adquirindo por R$ 80 milhões os créditos da construção e o direito de gestão do estádio. A operação encerrou o impasse, mas, com Mansur agora sob investigação, o episódio volta a ganhar relevância e levanta questionamentos sobre a influência de fundos de investimento no futebol brasileiro.

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