FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Nos pênaltis e na raça: Grêmio supera o Juventude e carimba passaporte para mais um Gre-Nal decisivo

Tricolor empata no tempo normal no Jaconi, vence por 4 a 1 nas cobranças e agora volta as atenções para a final contra o maior rival

O Grêmio de Luís Castro não ganhou no tempo normal. Ganhou na alma. Após empate em 1 a 1 no Alfredo Jaconi, neste domingo (22), o Tricolor bateu o Juventude por 4 a 1 nos pênaltis e garantiu presença em mais uma final de Gauchão. O roteiro foi tenso, dramático e com ingredientes que já viraram rotina recente: decisão nas penalidades e explosão gremista no fim. Agora, a Arena recebe o primeiro Gre-Nal no dia 1º, com a volta marcada para o Beira-Rio no dia 8. Antes disso, o foco vira a chave para o duelo contra o Atlético-MG pelo Brasileirão.

A semifinal repetiu o enredo do ano passado. Equilíbrio, nervos à flor da pele e pouca fluidez no primeiro tempo. Com Dodi entre os titulares e três volantes em campo, o Grêmio teve dificuldade para criar. O jogo parecia travado, truncado, quase um duelo de rebatidas. Em um “latereio”, Viery saltou com o braço aberto, a bola tocou no direito e o árbitro marcou pênalti. Gabriel Taliari converteu: 1 a 0 Juventude, aos 24 minutos. Pavon ainda teve grande chance, parou em Jandrei. Alison Safira desperdiçou nos acréscimos. A tensão só aumentava.

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Na volta do intervalo, Luís Castro mexeu. Gabriel Mec e Enamorado entraram, Pavon foi deslocado. O Juventude começou pressionando e desperdiçou três oportunidades claras. E o futebol cobra. Aos 25 minutos, novamente em jogada aérea, a bola sobrou para Viery na meia-lua. Ele girou e bateu de esquerda, no canto. Empate. Redenção. O confronto ficou aberto até o apito final.

Nas penalidades, a estrela brilhou. Weverton defendeu a cobrança de Rodrigo Sam. Juan Cristian acertou o travessão. Carlos Vinicius, Noriega e Gabriel Mec converteram com frieza. Mandaca manteve o Juventude vivo por instantes. Até que Marlon bateu no canto e confirmou: Grêmio na final. No fim, a arquibancada ecoou forte: “E-LI-MI-NA-DO”. Só se comemora no final. E o Tricolor comemorou.

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