Luís Castro busca alternativas e próximo jogo pode indicar novo caminho para o Tricolor na temporada
O Grêmio liga o sinal de alerta. Depois do empate diante da Chapecoense, que veio logo após a igualdade contra o Bragantino, o técnico Luís Castro ganhou mais uma preocupação além dos resultados: encontrar uma maneira de fazer o time render sem depender tanto de uma de suas principais peças do meio-campo.
A ausência do camisa 8, por conta de lesão, escancarou um problema que já havia aparecido no fim da última temporada. Mesmo com os reforços de Nardoni e Leonel Pérez e o retorno de Monsalve, o time ainda sente falta de um jogador capaz de controlar o ritmo do jogo e dar mais equilíbrio à transição entre defesa e ataque. Contra a Chapecoense, Castro tentou novas alternativas, inclusive mudando o posicionamento dos médios e mantendo Noriega como volante, mas a resposta dentro de campo ainda ficou abaixo do esperado.

Após a partida, o próprio Luís Castro não escondeu a importância do capitão para o funcionamento da equipe e foi direto ao explicar o impacto da ausência:
— Sempre se sente a falta de um jogador como o Arthur. É um jogador que marca ritmos, descobre espaços. Na variação de corredor é um jogador extremamente perspicaz para dar sequência àquilo que é o jogo e o que o jogo quer — comentou Luís Castro.
Durante a transmissão de Chapecoense x Grêmio no SporTV, a comentarista Jéssica Cescon também destacou o peso da ausência do meio-campista e contextualizou o momento do time, lembrando que o trabalho ainda está em fase de construção.
— O Arthur é um dos melhores jogadores do país quando o assunto é controle de ritmo de partida, saída de pressão e posse de bola. Naturalmente, qualquer equipe sentiria muito a ausência dele. Um time como o Grêmio, que está no início de um trabalho, que ainda não tem a ideia do treinador maturada na sua equipe, sente ainda mais. Mas, se a gente somar isso, o fato do Grêmio ter mudado o seu meio campo, colocando outros jogadores, novos jogadores para atuarem juntos, como Eric Noriega com o Arthur, Monsalve passou a ser o cara dessa posição — projeta.
Mesmo com a queda de rendimento percebida em campo, os números mostram um cenário curioso:
Aproveitamento do Grêmio com o meia:
- 11 jogos
- 48,5% de aproveitamento
- 24 gols marcados
- 15 gols sofridos
Aproveitamento do Grêmio sem o meia:
- 6 jogos
- 61,1% de aproveitamento
- 7 gols marcados
- 4 gols sofridos
Apesar do melhor aproveitamento sem o jogador, a queda na produção ofensiva chama atenção. O desafio de Luís Castro agora é encontrar um novo equilíbrio para o setor antes do confronto contra o Vitória, nesta quinta-feira, na Arena, em mais um teste para saber se o time conseguirá diminuir essa dependência ao longo da temporada.

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