FOTO: CAROLINE MOTTA/GRÊMIO FBPA

Segundo jornalista o técnico do Grêmio já sabe o problema mais ainda não tem a solução

Análise aponta erros de leitura, falta de solução em campo e acende o alerta para a sequência

O empate do Grêmio em 1 a 1 com o Juventude, sofrido nos acréscimos na Arena, não pode ser tratado como acidente. Ao menos essa é a avaliação do jornalista Diogo Olivier, em sua coluna no GZH. Para ele, o Grêmio voltou a jogar pouco, especialmente no segundo tempo, e saiu de campo com mais dúvidas do que certezas. A equipe até saiu na frente com um golaço de Monsalve, mas foi amplamente dominada depois do intervalo. O time de Maurício Barbieri, que não finalizou na primeira etapa, cresceu, chegou oito vezes ao gol e só não virou antes porque Tiago Volpi havia salvado em pelo menos uma chance clara de Mandaca.

Segundo Diogo Olivier, Luís Castro até acerta no diagnóstico quando fala após os jogos. O técnico reconhece que o Grêmio dá espaço e se defende mal de forma coletiva. O problema é que o remédio ainda não apareceu. E, dentro da partida, o treinador contribuiu para a queda de rendimento. No intervalo, promoveu quatro substituições de uma só vez, chamando a chamada “cavalaria” com Monsalve, Vini, Amuzu e Arthur. A decisão comprometeu a gestão do elenco e eliminou qualquer margem de manobra, cenário que se agravou com a expulsão de Artur e do zagueiro Gabriel Pinheiro logo no início do segundo tempo.

Segundo jornalista o técnico do Grêmio já sabe o problema mais ainda não tem a solução
FOTO: CAROLINE MOTTA/GRÊMIO FBPA

Do outro lado, Maurício Barbieri leu melhor o jogo. Conforme destacou Olivier em sua coluna no GZH, o técnico do Juventude percebeu que o Grêmio ficou apenas com Noriega como marcador no meio, sacou um meia e um atacante, um deles amarelado, e colocou dois jogadores mais agressivos. O Juventude tomou conta da partida, fechou com 51% de posse de bola e empurrou o Tricolor para trás até chegar ao empate. Para o colunista, o placar final foi justo.

A única boa notícia do Grêmio, na visão de Diogo Olivier, atende pelo nome de Monsalve. O meia mostrou qualidade, personalidade e surge como opção real ao lado de Willian, sem a necessidade de recorrer a Edenilson ou Cristaldo. Ainda assim, o alerta está ligado. O Grêmio joga pouco, repete erros e não consegue competir contra adversários um pouco mais organizados. As entrevistas de Luís Castro convencem. O futebol, não. E o Botafogo já aparece no horizonte.

Segundo jornalista o técnico do Grêmio já sabe o problema mais ainda não tem a solução
Foto: Jonathan Heckler / Agencia RBS

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