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Luís Castro aponta o verdadeiro problema do time do Grêmio

Empate recente ligou sinal de alerta interno e comissão técnica já trabalha para buscar solução antes de um teste decisivo

O empate sem gols contra o Clube do Remo deixou mais do que dois pontos pelo caminho. A atuação do Grêmio expôs uma dificuldade que já vinha sendo debatida internamente: a falta de consistência do meio-campo. Após a partida, o técnico Luís Castro não escondeu a preocupação e tratou o tema com franqueza.

Mais do que o placar, o que incomodou foi a forma como o time jogou. O Grêmio praticamente abandonou a construção pelo chão e passou a insistir em bolas aéreas como principal alternativa ofensiva. Foram mais de 35 cruzamentos ao longo da partida, quase sempre buscando Carlos Vinícius, Braithwaite ou a subida dos zagueiros. Volume existiu. Criatividade, não. O time até rondou a área, mas sem conseguir transformar presença ofensiva em chances claras.

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Foto: André Ávila / Agencia RBS – Grêmio

Na entrevista coletiva, Luís Castro apontou exatamente onde está o problema: a falta de continuidade no setor mais importante da articulação. O treinador foi direto ao afirmar: “O que mais me incomoda é não conseguir a estabilidade da equipe… no meio-campo isso não acontece. É uma zona que exige muita continuidade.” A avaliação confirma o que já era percebido nos bastidores: as constantes mudanças estão impedindo a criação de um padrão confiável.

Nos últimos jogos, o setor teve várias formações com Noriega, Arthur, Nardoni, Léo Pérez e Dodi, seja por lesões, controle físico ou testes da comissão técnica. Internamente, a ideia considerada ideal passa por Noriega, Arthur e Nardoni, mas esse trio ainda não conseguiu ter sequência. Contra o Remo, por exemplo, Noriega sequer foi relacionado e Arthur começou no banco. A expectativa agora é que a formação considerada ideal finalmente tenha minutos juntos no Gre-Nal, visto dentro do clube como o primeiro grande termômetro da temporada.

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Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA