FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

O que Luís Castro mudou nos bastidores para transformar o Grêmio em 35 dias

Juventude e estratégia: a nova cara do Imortal que surpreendeu no clássico e deixou o passado para trás

Em apenas 35 dias, o Grêmio que entrou em campo no Beira-Rio pelo Gauchão tornou-se uma lembrança distante. Sob o comando de Luís Castro, o Tricolor passou por uma verdadeira cirurgia coletiva entre o Gre-Nal 449 e o 450, promovendo uma renovação que vai muito além das quatro linhas. O departamento de futebol não dormiu: saídas estratégicas de veteranos e a ascensão de jovens talentos derrubaram a média de idade da equipe de 28,1 para 27,1 anos. O time amadureceu rejuvenescendo, uma ironia que só o futebol de alto nível explica.

A mudança não foi apenas nominal, mas estrutural. Castro abandonou o engessado 4-2-3-1 do início da temporada para adotar um sistema com um volante de contenção e dois meias de articulação mais avançados. Essa movimentação tática deu liberdade para que peças como Monsalve, agora recuperado, assumissem o protagonismo criativo. Enquanto isso, nomes que pareciam intocáveis, como Wagner Leonardo e Marcos Rocha, perderam espaço para a energia de Gustavo Martins e Viery. O Grêmio de hoje é mais leve, mais veloz e, acima de tudo, mais imprevisível.

O que Luís Castro mudou nos bastidores para transformar o Grêmio em 35 dias
FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

O “limpa” no vestiário também foi determinante para essa nova fase. As rescisões de contrato de Cristaldo, Edenilson e Cuéllar — jogadores que estiveram no primeiro clássico de 2026 — mostram que a diretoria e a comissão técnica não tiveram medo de cortar na carne. Com Noriega fixado como o cão de guarda à frente da zaga e Pavon improvisado com sucesso, o Tricolor encontrou um equilíbrio que parecia perdido. É um novo ciclo que se inicia, onde a hierarquia é ditada pelo desempenho, não pelo currículo.

O que Luís Castro mudou nos bastidores para transformar o Grêmio em 35 dias
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