O Grêmio deu início ao processo formal que deve culminar na troca de chaves entre o Estádio Olímpico e a Arena. Na segunda-feira (27), o Conselho Deliberativo aprovou os contratos assinados com Marcelo Marques e ratificou as alterações estatutárias pedidas pelo empresário, passo necessário para desobstruir os trâmites legais e administrativos.
Com a votação, a diretoria iniciará a baixa da Alienação Fiduciária em Garantia (AFG). Bancos que haviam emprestado recursos à OAS confirmaram o recebimento dos valores, o que, na prática, retira qualquer ônus financeiro ligado à Arena segundo a documentação apresentada pelos envolvidos.
O próximo movimento administrativo será definir a data para a permuta de chaves: o clube convocará a Karagounis e a OAS 26 para oficializar a entrega. A expectativa interna é de que a troca aconteça em novembro, e a Karagounis já sinalizou disponibilidade imediata para cumprir o ato assim que for formalmente chamada.
Por outro lado, a OAS 26 mantém reservas e tem apresentado exigências consideradas pelo clube como indevidas, o que pode levar o movimento para o campo judicial. Entre as reivindicações da empresa está a definição sobre quem ficará responsável pela demolição do Olímpico — item, segundo o Grêmio, de atribuição da Metha e que jamais esteve sob a responsabilidade direta do clube.
A OAS 26 também pede uma solução para intervenções no entorno da Arena. A demanda esbarra no entendimento já estabelecido pela Justiça de que tais obras não são incumbência do Grêmio nem da OAS 26. Paralelamente, a empresa afirma que a prefeitura de Porto Alegre e o Ministério Público vêm criando entraves à obtenção do habite-se dos edifícios adjacentes e que licenças para novos condomínios ainda não foram liberadas.
Outra pendência remanescente é o IPTU referente ao Olímpico: decisão judicial deixou claro que a dívida é de responsabilidade do Grêmio e deve ser quitada pelo clube, sem envolver a OAS 26.

Situação do Grêmio antes e depois da permuta
Com os passos já dados, o plano prevê que o Olímpico seja repassado parcialmente — metade do terreno será entregue à Karagounis, enquanto o Grêmio permanecerá com a outra metade. Já a propriedade da área da Arena ficará compartilhada entre o clube e a OAS 26 até que uma decisão judicial definitiva resolva a titularidade plena.

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