O fantasma da “virada impossível”: Grêmio liga alerta máximo no Beira-Rio após revelações de bastidores
Mesmo com ampla vantagem no placar, jogadores do Grêmio compartilham experiências marcantes para evitar…

Mesmo com ampla vantagem no placar, jogadores do Grêmio compartilham experiências marcantes para evitar qualquer surpresa na decisão do Gauchão.
O Grêmio chega ao Beira-Rio neste domingo (8) com três gols de vantagem na final do Campeonato Gaúcho. Ainda assim, o clima dentro do vestiário está longe de qualquer sensação de tranquilidade. Conforme apuração do Zero Hora, jogadores experientes e jovens do elenco têm trocado histórias e alertas nos bastidores para evitar relaxamento diante do rival no clássico que pode decidir o título estadual.
Entre os mais rodados, Marcos Rocha e Weverton trouxeram à tona um episódio marcante da carreira no Palmeiras. A dupla relembrou a semifinal da Libertadores contra o River Plate, quando a equipe paulista venceu por 3 a 0 na Argentina e quase viu a classificação escapar no Allianz Parque após perder por 2 a 0 e sofrer forte pressão dos argentinos. O recado interno é simples: vantagem grande não garante tranquilidade em jogos decisivos.

Dentro do elenco gremista, Walter Kannemann e Arthur também puxaram da memória um episódio vivido pelo próprio clube. Em 2018, o Grêmio bateu o Internacional por 3 a 0 na Arena e enfrentou enorme dificuldade na volta, no Beira-Rio, ao segurar um 2 a 0 após adotar postura excessivamente defensiva. A experiência serviu como exemplo do que não repetir agora. Arthur ainda recordou outra virada histórica do futebol europeu: quando o Liverpool reverteu o 3 a 0 sofrido diante do Barcelona e aplicou 4 a 0 em Anfield na semifinal da Champions League de 2019.
Os mais jovens também têm voz nas conversas. Alguns citaram a final do Brasileirão Sub-17 de 2025, quando o Grêmio venceu o Atlético-MG por 4 a 1 na Arena, mas perdeu por 3 a 0 em Belo Horizonte e acabou derrotado nos pênaltis. Do grupo daquela equipe, Tiaguinho, Roger e Gabriel Mec hoje integram o elenco profissional e ficam como opções no banco. Paralelamente, a comissão técnica liderada por Luís Castro e a direção também trataram do tema nos últimos dias.
A psicóloga Marisa Santiago, que trabalha no clube há pouco mais de um mês, reforçou a preparação mental para suportar a pressão esperada no Beira-Rio. A leitura interna é clara: mesmo diante de um gol cedo do rival, o comportamento do time não pode mudar.

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