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Depois de anos justiça bate martelo e toma decisão sobre ‘penhora da Arena’ do Grêmio

Decisão encerra uma das maiores disputas envolvendo o estádio, mas cenário futuro ainda preocupa dirigentes e torcida gremista

A novela jurídica envolvendo a Arena do Grêmio ganhou um capítulo decisivo nesta semana. Segundo informações divulgadas pela Justiça de São Paulo, a 36ª Vara Cível reconheceu a quitação da dívida ligada à construção do estádio e retirou qualquer possibilidade de penhora do imóvel. Com isso, o risco de leilão da casa gremista deixa oficialmente de existir após três anos de disputa judicial.

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O processo envolvia as empresas OAS 26 e Karagounis, proprietárias do terreno da Arena, que questionavam a negociação realizada entre o Grêmio, a Arena Porto Alegrense e o empresário Marcelo Marques. Em 2025, Marques quitou as dívidas bancárias da construção e assumiu a gestão do estádio em uma operação que chegou a R$ 145 milhões.

Na decisão, a juíza Paula da Rocha e Silva afirmou: “Pelo exposto, conclui-se que as garantidoras OAS 26 e Karagounis não possuem legitimidade ou interesse jurídico para vetar a expropriação de bem pertencente à devedora Arena”. O advogado Eduardo Peña também celebrou o desfecho e classificou a homologação como “tecnicamente irretocável”.

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Foto: divulgação / Grêmio

Mesmo com a vitória jurídica, um alerta segue ligado nos bastidores do Tricolor. O direito de gestão adquirido por Marcelo Marques vale somente até janeiro de 2034. Até lá, o clube precisará resolver definitivamente a troca de chaves envolvendo o Estádio Olímpico e os donos do terreno da Arena para evitar novos problemas administrativos no futuro.